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No ciclismo é comum representar a inclinação de um trecho na forma de
uma percentagem. Esta percentagem é a tangente do ângulo da subida
(θ na Figura 1), expressa como porcentagem. Um trecho
plano tem 0% de inclinação. Uma subida de 45° (tan(θ)=1)
tem 100% de inclinação.
Idealmente, a medida correta é obtida dividindo dy por
dx. Entretanto, é difícil medir dx diretamente. Para
pequenas inclinações (até 20%), dividir dy por h dá uma
aproximação com erro no terceiro dígito significativo (20%
vs. 19.6%). A Figura 2 mostra a conta correta baseada em dy e
h.
Em provas como o Tour de France, é
comum dar classificações aos trechos de subida. A classificação varia
de prova para prova. No Tour de France, existem subidas Cat 4 (mais
fácil), Cat 3, Cat 2, Cat 1 e HC (mais difícil). A medida de
dificuldade depende de diversos fatores: inclinação, distância,
altitude, posição dentro do percurso da etapa, qualidade do asfalto [1]. Em geral, apenas subidas com mais de 100
metros de diferença (dy ≥ 100m) são categorizadas.
Classificação usual [2]:
- Cat 4: Subidas com menos de 3 km de comprimento.
- Cat 3: Subidas com até 5 km de comprimento.
- Cat 2: Subidas de 5 a 10 km de comprimento, com pelo menos 4% de inclinação.
- Cat 1: Subidas de 10 a 20 km de comprimento, com pelo menos 5% de inclinação.
- HC: Hors Catégorie (sem categoria): subidas "fora da escala", 15 a 20 km de comprimento, com inclinações passando de 10%.
Referências
[1] Cycling News TdF FAQ
[2] VeloNews: The fight for the jerseys (2005)
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Figura 1
Figura 2
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